Defesa afirma apresentação espontânea e pede liberdade de acusado de atirar contra ex em Sorriso
Defesa afirma apresentação espontânea e pede liberdade de acusado de atirar contra ex em Sorriso
Advogados destacam entrega voluntária da arma e colaboração com as investigações
A defesa do corretor de imóveis Bruno Pianesso, acusado de atirar contra a ex-companheira, a fisioterapeuta Aline Petri, de 31 anos, em Sorriso, sustenta que o investigado se apresentou de forma espontânea e está colaborando com as investigações conduzidas pela Polícia Judiciária Civil.
Segundo o advogado Carlos Alberto Kock, o cliente não pode ser considerado foragido, já que a apresentação à delegacia teria sido previamente alinhada com a autoridade policial. De acordo com a defesa, Bruno aguardou o momento mais adequado para se apresentar, o que ocorreu no domingo pela manhã.
Ainda conforme os advogados, o acusado não nega que efetuou os disparos, mas optou por permanecer em silêncio durante o depoimento, direito garantido pela Constituição. A defesa também informou que a arma utilizada no crime foi entregue de forma voluntária na delegacia pelo advogado Rogério Ferreira.
Os defensores ressaltam que Bruno Pianesso é réu primário, possui boa conduta social e que o caso deve ser analisado com cautela, considerando também o histórico de desentendimentos no relacionamento. Com base nesses pontos, a defesa irá solicitar que ele responda ao processo em liberdade.
Apesar dos argumentos apresentados pela defesa, o juiz Fábio Alves Cardoso decidiu manter a prisão do acusado, que permanece detido enquanto o caso segue em investigação.