Investigação aponta que empresário solicitava imagens de crianças à babá presa em operação da Polícia Civil
: Apuração indica que ao menos cinco crianças foram vítimas dos suspeitos; conversas extraídas do celular da investigada deram origem à Operação Puer Defensus.
A investigação da Polícia Civil que resultou na Operação Puer Defensus, deflagrada em Sorriso, aponta que o empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos, teria utilizado o contato com uma babá para obter imagens de crianças sob os cuidados dela. De acordo com as apurações, a cuidadora Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, presa desde junho, confessou participação nos crimes e as informações extraídas de seu telefone celular levaram os investigadores até o empresário, preso na última quarta-feira (15). A esposa dele também foi alvo da operação, mas apenas de mandado de busca e apreensão.
Segundo a investigação, o caso começou após uma familiar de uma das vítimas perceber um comportamento considerado incomum entre duas crianças. Ao questionar uma delas, recebeu o relato de que determinados atos teriam sido ensinados na presença da babá e de um homem. A denúncia foi encaminhada à Polícia Civil, que iniciou as diligências e passou a reunir provas sobre o caso.
As investigações apontam que a babá e o empresário se conheceram quando ela trabalhou para ele e continuaram mantendo contato. Inicialmente, conforme a polícia, a jovem comercializava imagens próprias ao investigado por cerca de R$ 150. Com o passar do tempo, entretanto, o empresário teria passado a solicitar também imagens de crianças às quais ela tinha acesso durante o trabalho. A Polícia Civil afirma que ao menos cinco crianças, com idades entre 1 ano e 8 anos, teriam sido vítimas dos investigados entre agosto de 2025 e março de 2026.
Ainda conforme a apuração, os investigados teriam apagado arquivos e conversas dos aparelhos celulares, mas parte do conteúdo já foi recuperada pela perícia, enquanto o material extraído do telefone do empresário ainda está sendo analisado. Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, celulares, computadores, mídias de armazenamento, equipamentos de monitoramento e fitas VHS, que passarão por perícia. Os investigados poderão responder por diversos crimes, entre eles estupro de vulnerável, produção de pornografia infantil, favorecimento à prostituição, corrupção de menores e outros delitos previstos na legislação.