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Família contesta versão de suspeitos sobre morte de homem em Peixoto de Azevedo
Parentes de Leonilson Profira Costa afirmam que imagens e mensagens podem ajudar a esclarecer o que ocorreu antes da agressão que terminou em morte.
A morte de Leonilson Profira Costa, de 50 anos, após uma agressão em Peixoto de Azevedo, ganhou novos elementos com a manifestação da família da vítima. Parentes contestam a versão apresentada pelos dois homens presos após o crime e afirmam que imagens de câmeras e mensagens trocadas no dia da ocorrência podem ajudar a esclarecer o que aconteceu antes das agressões. Leonilson foi ferido na madrugada de 12 de setembro e morreu posteriormente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Conforme o boletim da Polícia Militar, dois suspeitos foram identificados por imagens de monitoramento e presos poucas horas depois. Eles relataram aos policiais que uma mulher teria entrado correndo e sem roupas na residência de um deles, pedindo ajuda e apresentando um ferimento na cabeça. Pouco depois, segundo essa versão, Leonilson teria chegado ao imóvel com um martelo e tentado entrar. Os suspeitos afirmaram que impediram a entrada e, posteriormente, agrediram o homem com um objeto contundente em via pública. Durante o registro da ocorrência, a PM recebeu a informação de que Leonilson havia morrido.
A família, porém, apresenta outra narrativa para os acontecimentos anteriores à agressão. Segundo os parentes, Leonilson era casado e mantinha um relacionamento extraconjugal com a mulher envolvida na ocorrência. O advogado Márcio de Jesus afirma que existem imagens mostrando que ela teria ido até a residência da vítima antes do episódio e também mensagens enviadas a Leonilson no dia do crime. Ele confirmou ainda que havia uma medida protetiva envolvendo os dois, mas sustenta que a dinâmica anterior ao confronto precisa ser analisada pelas autoridades. “Ela que foi na casa do Leonilson pelas próprias pernas, como temos filmagens”, declarou.
A esposa da vítima, Graciete Costa Carvalho, disse que estava casada com Leonilson havia cerca de 30 anos e também questionou a versão apresentada após a morte. Segundo ela, a mulher envolvida no caso já teria procurado Leonilson outras vezes e existiam conflitos anteriores entre eles. Graciete afirmou ainda que chegou a alertar o marido para evitar encontros por temer problemas. “Meu marido não fazia mal para ninguém. Era uma pessoa de bem, brincalhão”, relatou.
As circunstâncias que antecederam a agressão e a participação de cada pessoa envolvida deverão ser esclarecidas no decorrer da investigação. As declarações dos familiares e da defesa representam uma das versões apresentadas sobre o caso, enquanto o relato dos suspeitos consta no boletim policial. Imagens de câmeras de segurança, mensagens, depoimentos e demais elementos reunidos durante a apuração poderão auxiliar na reconstrução da sequência dos acontecimentos que terminou na morte de Leonilson.