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Policial civil é preso em Sorriso após investigação confirmar estupro de detenta dentro da delegacia
Delegada afirma que a Polícia Civil não tolera condutas ilegais e que crimes cometidos por agentes serão rigorosamente apurados
A delegada Dra. Layssa Crisóstomo, da Polícia Judiciária Civil, concedeu entrevista coletiva na manhã deste domingo para detalhar a prisão preventiva do policial civil M. B. da S., de 53 anos, suspeito de ter cometido violência sexual contra uma detenta no interior da Delegacia de Polícia de Sorriso (MT).
Segundo a delegada, a denúncia chegou à unidade há cerca de cinco dias e, como ocorre em todos os casos, foi imediatamente apurada por meio de investigação interna. “Recebemos diversas denúncias ao longo do tempo, muitas delas se mostram falsas após apuração. No entanto, esta foi analisada com rigor e, ao final das investigações, constatamos que o crime realmente ocorreu dentro da nossa unidade e foi praticado por um policial civil”, afirmou.
As diligências incluíram o relato detalhado da vítima, exames periciais e a coleta de material genético. Conforme explicado pela delegada, o DNA encontrado no material coletado da vítima foi confrontado com o dos policiais que estavam de plantão no dia do fato. “Infelizmente, o resultado apontou que o material genético era compatível com o do investigado, confirmando sua participação”, disse.
Com a conclusão do laudo pericial na sexta-feira, já no período noturno, a delegada representou pela prisão preventiva e por mandado de busca e apreensão, ambos deferidos pelo Poder Judiciário. Na manhã deste domingo, os mandados foram cumpridos. Durante a ação, foram apreendidos todos os equipamentos institucionais em posse do suspeito, como colete balístico, armamento e algemas.
O policial permanece preso preventivamente e deverá passar por audiência de custódia. De acordo com a delegada, o crime teria ocorrido durante a madrugada, enquanto a vítima estava custodiada na delegacia.
Em sua fala, Dra. Layssa foi enfática ao destacar que a Polícia Judiciária Civil não é conivente com condutas ilegais, mesmo quando envolvem integrantes da própria corporação. “Não é porque se trata de um policial que vamos fingir que nada aconteceu. Investigamos, apuramos, concluímos e estamos dando a resposta que a sociedade espera”, ressaltou.
A delegada também lamentou o impacto do caso para a imagem da instituição, destacando que o investigado estava próximo da aposentadoria. “É muito triste. Sabemos que isso mancha a imagem da Polícia Civil, mas qualquer conduta ilegal praticada dentro da delegacia será apurada. Não vamos passar pano. Constatados os fatos, vamos cortar o mal pela raiz”, concluiu.
O caso segue sob responsabilidade da Polícia Judiciária Civil, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento do processo judicial.