Jornalismo de Mato Grosso perde a jornalista e empresária Lauristela Guimarães
Profissional teve atuação marcante na comunicação do estado, especialmente na cobertura policial, e enfrentava uma longa batalha contra o câncer.
A comunicação mato-grossense amanheceu de luto nesta segunda-feira (9) com a morte da jornalista e empresária Lauristela Guimarães, em Cuiabá. Ela estava internada no Hospital Santa Rosa e enfrentava há anos uma batalha contra o câncer.
Lauristela tornou-se conhecida no jornalismo de Mato Grosso principalmente pela atuação na cobertura policial. Durante cerca de 15 anos integrou a equipe do Grupo Gazeta, onde conquistou reconhecimento pela firmeza e dedicação na apuração de fatos e na condução de reportagens.
Nas redes sociais, a jornalista costumava compartilhar momentos de sua luta contra a doença. Em diferentes ocasiões, chegou a celebrar a superação de um câncer no pâncreas e também de um tumor nos linfonodos, demonstrando esperança e fé durante todo o tratamento.
Além da carreira no jornalismo, Lauristela também teve atuação na comunicação institucional, tendo trabalhado como assessora de comunicação na Prefeitura de Cuiabá. Com perfil empreendedor, ela também se destacou no setor de turismo e comunicação.
Em 2007, idealizou e passou a dirigir a Revista Camalote, uma publicação voltada ao ecoturismo e à divulgação das belezas naturais de Mato Grosso, que ganhou alcance internacional. Ela também esteve à frente da pousada boutique Château Camalote, localizada em Chapada dos Guimarães. Paralelamente à trajetória profissional, Lauristela também se formou em Direito.
A morte da jornalista gerou grande repercussão entre colegas de profissão e amigos, que destacaram sua determinação, profissionalismo e alegria de viver. Uma amiga relembrou a postura de Lauristela durante o tratamento: “Acompanhei toda a luta da Lauristela e, nesses três anos após a descoberta da doença, nunca a vi reclamar ou desanimar. Sempre acreditou na cura. Que Deus a receba em seus braços. Ela deixa uma imensa saudade e uma grande lição: a vida deve ser celebrada todos os dias.”
Colegas de imprensa também recordaram episódios marcantes da trajetória da jornalista. Um deles relembrou um momento em Poconé, durante a cobertura do caso Leopoldino do Amaral, quando Lauristela chegou a ser reconhecida por admiradores e distribuía autógrafos enquanto trabalhava.
Com uma carreira marcada pela dedicação ao jornalismo e pela promoção das belezas naturais de Mato Grosso, Lauristela Guimarães deixa um legado importante na comunicação do estado e uma história que continuará sendo lembrada por colegas, amigos e admiradores.