Clima instável atrasa colheita e reduz expectativa de produção em Sorriso
Clima instável atrasa colheita e reduz expectativa de produção em Sorriso
Produtores ainda têm parte da soja no campo e correm contra o tempo para plantar o milho da segunda safra
O Sindicato Rural de Sorriso apresentou um novo diagnóstico sobre a safra 2025/2026 e apontou dificuldades enfrentadas pelos agricultores do município. De acordo com o presidente da entidade, Diogo Damiani, o ciclo agrícola foi marcado por extremos climáticos, começando com chuvas antecipadas em setembro que permitiram o avanço inicial do plantio.
Até o fim daquele mês, cerca de metade da área já havia sido semeada. No entanto, em outubro as precipitações praticamente cessaram e passaram a ocorrer de forma irregular, situação que se prolongou até novembro. A estiagem obrigou produtores a realizarem replantios e comprometeu o desenvolvimento das primeiras lavouras.
A colheita começou no fim de dezembro, mas as áreas plantadas mais cedo apresentaram baixa produtividade devido à perda de estande. Já as lavouras implantadas mais tarde tiveram melhor desenvolvimento, porém agora enfrentam outro problema: chuvas frequentes nos últimos dias têm dificultado a retirada da soja e provocado grãos avariados.
Atualmente, cerca de 35% da produção ainda permanece no campo. O atraso preocupa porque a janela ideal para o plantio do milho safrinha se encerra por volta de 15 de fevereiro, o que pode impactar a segunda safra e também a cultura do algodão.
Além das dificuldades climáticas, os produtores enfrentam queda de 12% a 15% no preço da soja durante a colheita e aumento dos custos de produção devido ao ataque de mosca-branca registrado em janeiro. A expectativa do setor agora é por períodos de sol intercalados com chuva para permitir a conclusão da colheita e a continuidade do calendário agrícola.